A dinâmica de produção e a capacidade de respirar
A todo momento ondas imensas de apelo quanto á produção me envolvem. São diversas frentes para dar conta: a casa, a profissão, a academia, a família, as relações, o autocuidado e a própria companhia. Falta ar, às vezes, literalmente. Me pergunto se o ato revolucionário é dar conta de tudo ou não dar conta de nada? Ou ainda o meio termo (o assumidamente medíocre) seria o grande desafio? Por que é tão ruim ser/estar na metade, dando conta do que é possível, sem exigir-se uma excelência (diga-se de passagem: impossível) em todas as esferas da vida? A própria excelência não seria fazer o melhor que se pode diante das interferências das forças internas e externas? O equilíbrio não residiria no possível e não no impossível? Se o meu melhor for um sete ele não ganharia um status de dez para mim? Talvez o segredo resida na importância atribuída aquilo que o/a outro/a pensa sobre mim ou minhas execuções. Afinal, quando eu dou a outra pessoa o poder de dizer o que é de fato importante para ...