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Mostrando postagens de janeiro, 2024

Às vésperas dos 37

Os meus 37 anos chegaram e eu não posso mais ter medo. Não posso mais ter medo de arriscar. Preciso entender que o preço de dar certo é a possibilidade de dar errado também.  Não há mais tempo para "ses". Há urgências para gozos e reconhecimentos. A sombra dos 40 anos chega com tanta pressa que o medo da lugar par um "já? Como? Mas outro dia eram 15." A certeza do "não quero filhos!" abre espaço para a dúvida do "não deixarei herança, um legado, para ninguém?". Pensei que a essa altura haveria mais certeza do que incertezas. Que saberia com mais afinco que eu seria e que não patinaria em tantas possibilidades do que ainda poderia vir a ser. De uma coisa não posso abrir mão e mesmo que pudesse, certamente não abriria: jamais deixarei de ser uma mulher negra.

Sobre recomeçar e sustentar

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Quantas vezes a gente deseja fortemente fazer algo e adiamos. Ou, quando não adiamos, agimos rapidamente e após atingir o pico de energia, não sustentamos. Acabamos por não criar o hábito de manter aquilo que, de alguma forma, nos alimenta. A psicanálise pode explicar de diversas maneiras, afinal cada caso é um caso. No entanto, independente da explicação, a certeza da capacidade de erguer-se precisa ser algo nutrido constantemente em nossas mentes. Saber o que se quer, como e quando são elementos importantes para motivar a ação de se levantar após todas as quedas. Encontrar motivação, propósito, finalidade para cada objetivo que se traça é importante estratégia para manter o foco. Sendo assim, surge a pergunta: Por quê fazemos o que fazemos?  E mais: Para qual finalidade nos movemos? Deixo esse questionamento para que 2024 seja um ano de respostas. Fonte: Pinterest