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Mostrando postagens de julho, 2020

Autocuidado para mulheres negras

Praticar o autocuidado em nós, mulheres negras, é assombrar o sistema. Ao despertar, nós já esfregamos uma vitória na cara da sociedade racista. Ser mulher negra viva é uma afronta. Não há outra palavra melhor, agora, para eu definir o que esse movimento de permanecer viva significa. Isto porque tudo ao redor da mulher negra é feito para que ela sucumba. Seu trabalho, sua convivência familiar, seus relacionamentos... Por isso, sua relação consigo é tão importante dentro do processo de (sobre) vivência. Se cuidar, se proteger, é mais do que a manutenção do corpo para o serviço. É a expressão genuína da altivez contra uma sociedade opressora e assassina. Ao cuidar das suas múltiplas saúdes (física, emocional, espiritual, financeira, familiar, ancestral), a mulher negra grita sua persistência na crença em si como força vital. Mulher negra é axé. Sua potência não só move as estruturas, ela cria. Sua potência é feitiçaria. Por favor, não entenda pejorativamente. A mulher negra é capaz de f...