A disciplina supera a ausência de inspiração?

 



    Sou uma mulher das palavras. Sou professora. Pesquisadora. Pessoa da oração. Do tarô. Da poesia. Do diálogo. Da psicanálise. Sensível. Tive que aprender a ter disciplina para poder conseguir muita coisa. No dia 10 de maio de 2024, ontem, ouvi minha voz ao falar para uma turma de 50 jovens, as seguintes palavras: "Lágrimas não pagam contas. Diplomas também não."

    O tema da aula era sobre tipos de clientes e eu discursava sobre a importância de nos vermos como vendedores/as. Estava empenhada em ajudar a minha turma a cogitar outras estratégias de sobrevivência para além da CLT e, para tal, utilizava a narrativa da autoconfiança na monetização de conhecimentos e talentos para a garantia da sobrevivência deles. Certo é que não há sobrevivência em um mundo capitalista apenas fazendo o que se gosta, isso porque até para fazer o que se gosta é necessário fazer algo que não se tem tanto apreço assim. Manter o foco, a disciplina, a seriedade em um (ou vários objetivos) quando não se tem vontade, desejo ou inspiração é necessário para qualquer pessoa seja ela empreendedora ou aspirante a. 

    Hoje eu não estou alegre, animada ou inspirada para escrever. Estou determinada a seguir construindo meu nome, minha autoridade, meu legado, minha carreira que é, hoje, meu empreendimento principal. Não preciso unicamente de inspiração pra isso, mas de disciplina, constância, consistência. Como escrevi no Threads essa semana: A consistência é a permanência apesar da inexistência de resultados imediatos. 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Textos feministas para download

Meia idade