Meia idade
Com a proximidade dos 40 anos, tenho sido invadida por pensamentos acerca de comportamentos pertinentes ou não para as minhas próximas (quem sabe?) quatro décadas.
Me pergunto sobre o que manter, o que tirar, o que encarar. Quais posturas devo ou não continuar cultivando? O que devo ou não aceitar que não me pertence? O que é que eu estou tentando insistir em aceitar que seja pra mim quando na verdade não é? O que está parecendo que seja uma enorme falácia que tento me convencer? A quais mais tratos me submeto sem nem compreender que seja isso mesmo e a troco de que?
São tantas reflexões...tantos pensamentos.
Aos mesmo tempo tantas lições.
Penso também em quanto dinheiro jogado fora em troca de nada, ou melhor, em troca de sensações que não são eternizadas.
Me pergunto também sobre o que estou aprendendo com o outro e com o medo. O quanto o medo tem me ensinado a não viver, mas também a me preservar e qual a diferença entre uma coisa e outra.
Olhar para a trajetória até aqui e concluir que muita coisa foi feita, realizada, concluída. Outras não foram terminadas. Outras ainda abandonadas ou descartadas.
Estar no presente tem sido para mim, uma mistura intensa de sensações. Uma urgência enorme em tentar me sentir livre, enquanto cumpro a agenda de sobreviver de uma maneira diferente empreendendo. É estranho ao mesmo tempo que bom.
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