Mulheres negras e o receio em si assumirem
Para nós, mulheres negras, a construção de uma autoestima sólida muitas vezes se completa já numa idade avançada, depois de muitas experiências de desconstrução. Reconhecer-se poderosa é um desafio que com frequência ganha status de surpresa. Como eu posso ser poderosa? Como eu posso ser potente? "Aonde que eu sou foda, você está louca!".
A situação ainda se complexifica quando as oportunidades de estarem em posições de poder cruzam com estas mulheres e elas se sentem despreparadas, mesmo não sendo. É o que se denomina Síndrome da Impostora. Você nunca se considera suficientemente preparada e, quando é convocada a aproveitar alguma oportunidade, se sente uma fraude por isso.
Por que é tão difícil se reconhecer competente? Pior, por que há tanto estranhamento em ser recomendada como alguém que as outras pessoas precisam ouvir, ver? Isso lembra muito a história da representatividade, né?
Essa reflexão já estava em minha mente, mas se aprofundou quando em um dos debates virtuais do Grupo de Estudos em Gênero, Raça e Feminismos (GERF) que lidero, eu convidei uma estudante minha para falar sobre Gênero e Raça na série Pose. Ela, uma mulher trans preta, logo aceitou, mas confessou estar muito nervosa e insegura. A conversa com ela, me trouxe o questionamento:
Se lutamos tanto por representatividade, equidade, igualdade, porque não ocupar de fato os lugares? Entendo que o desconforto é natural, já que estamos acostumadas a estarmos na platéia e não no palco. Mas se uma coisa é certa, a prática nos leva ao costume. Nos acostumemos aos holofotes!
A situação ainda se complexifica quando as oportunidades de estarem em posições de poder cruzam com estas mulheres e elas se sentem despreparadas, mesmo não sendo. É o que se denomina Síndrome da Impostora. Você nunca se considera suficientemente preparada e, quando é convocada a aproveitar alguma oportunidade, se sente uma fraude por isso.
Por que é tão difícil se reconhecer competente? Pior, por que há tanto estranhamento em ser recomendada como alguém que as outras pessoas precisam ouvir, ver? Isso lembra muito a história da representatividade, né?
Essa reflexão já estava em minha mente, mas se aprofundou quando em um dos debates virtuais do Grupo de Estudos em Gênero, Raça e Feminismos (GERF) que lidero, eu convidei uma estudante minha para falar sobre Gênero e Raça na série Pose. Ela, uma mulher trans preta, logo aceitou, mas confessou estar muito nervosa e insegura. A conversa com ela, me trouxe o questionamento:
Se lutamos tanto por representatividade, equidade, igualdade, porque não ocupar de fato os lugares? Entendo que o desconforto é natural, já que estamos acostumadas a estarmos na platéia e não no palco. Mas se uma coisa é certa, a prática nos leva ao costume. Nos acostumemos aos holofotes!
Comentários
Postar um comentário