Subitamente em #pandemia
Subitamente de nós foi tirado o conforto de não se sentir ameaçadx por latas de refrigerante, caixas de sabão em pó, sacos de macarrão ou verduras na seção de hortifruti.
De repente nos foi impetrada a condição de tapar boca e nariz para continuar respirando.
Do dia para noite fomos obrigadxs a manter distância do amor para continuar amando, do abraço para continuar abrançando, do beijo para continuar beijando.
Não mais que de repente, nos arrancaram a segurança do pensamento de que "ah isso não vai chegar ao Brasil".
Tentaram nos cegar com discursos de "é só uma gripezinha", "brasileiro precisa ser estudado, mergulha no esgoto e não acontece nada", "o pior já passou". A alguns conseguiram.
Amazonas, Maranhã, Pará, Ceará e aos poucos todos os demais estados se vem correndo contra o tempo para driblar a tal curva. Eu e tantxs brasileirxs, tidos como povo alegre a acolhedor, acostumados as curvas do sorriso seguimos lutamos para não ficarmos anestesiados, como apontou o apresentador ao recordar que a anestesia só passa quando o vírus leva alguém do nosso afeto.
Semana passada choramos por 8, depois por 10, 11 mil outros brasileiros que já não vivem, não abraçam, não beijam.
Os que acataram as medidas implantadas subitamente, não estão isentos de perder seus amores, seus abraços e seus beijos. Não estão isentos de perderem a respiração quando afogados em lágrimas enlutadas. Apenas têm a possibilidade de não carregarem a culpa de colaborarem com a inexistência corporea de alguém por acatarem a imbecilidade de outrém que insiste em dizer que essa gripezinha não pode vencer a economia.
De repente nos foi impetrada a condição de tapar boca e nariz para continuar respirando.
Do dia para noite fomos obrigadxs a manter distância do amor para continuar amando, do abraço para continuar abrançando, do beijo para continuar beijando.
Não mais que de repente, nos arrancaram a segurança do pensamento de que "ah isso não vai chegar ao Brasil".
Tentaram nos cegar com discursos de "é só uma gripezinha", "brasileiro precisa ser estudado, mergulha no esgoto e não acontece nada", "o pior já passou". A alguns conseguiram.
Amazonas, Maranhã, Pará, Ceará e aos poucos todos os demais estados se vem correndo contra o tempo para driblar a tal curva. Eu e tantxs brasileirxs, tidos como povo alegre a acolhedor, acostumados as curvas do sorriso seguimos lutamos para não ficarmos anestesiados, como apontou o apresentador ao recordar que a anestesia só passa quando o vírus leva alguém do nosso afeto.
Semana passada choramos por 8, depois por 10, 11 mil outros brasileiros que já não vivem, não abraçam, não beijam.
Os que acataram as medidas implantadas subitamente, não estão isentos de perder seus amores, seus abraços e seus beijos. Não estão isentos de perderem a respiração quando afogados em lágrimas enlutadas. Apenas têm a possibilidade de não carregarem a culpa de colaborarem com a inexistência corporea de alguém por acatarem a imbecilidade de outrém que insiste em dizer que essa gripezinha não pode vencer a economia.
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